quarta-feira, 25 de maio de 2011

Caminho da perfumaria

Muitas pessoas no mundo do bonsai pensam que, pra se construir uma casa, é preciso primeiro comprar os quadros para a sala de estar e escolher as cores da parede. Isso é uma situação que me vem “apavorando”, o excesso de perfumarias. Explico, bonsai em principio, é principalmente constituído de uma planta que, por anos é trabalhada e inspirada em um sentimento de quem o faz, tirando isso, muita gente tem se desviado disso e tentando ter o caminho inverso.
Evidente que, a grande maioria das pessoas que cultivam bonsai no Bréziu, não dispõe de fortunas para investir nessa área e, mesmo assim, continuam a dar mais valor a tudo que cerca o bonsai, do que propriamente a planta.

Do que adianta, a pessoa ir a inúmeros eventos, observar demonstradores trabalhando plantas grandes e antigas, ensinando técnicas de torção, pinçagem e madeira morta se quando a pessoa volta pra casa, somente observa suas plantas cruas, finas , jovens e se vê no desanimo e impossibilitado de por em prática o que foi visto. Comprar infinitos kits das mais diversas ferramentas e não ter aonde usar-las, investir em vasos multicoloridos de vários tamanhos e não ter o que plantar.. Investir em bonequinhos chineses e japoneses, mesas de exposição, retificas e não ter o que fazer com isso.

A impressão que me passa é de que, a pessoa compra tudo que evolve o bonsai para se motivar com a cultura e filosofia oriental, e no caso seria pra se forçar a afirmação no interesse pelo bonsai, será? Mas isso não tem sentido plausível, por racionalização, teria que haver a motivação na superação das técnicas e soma de conhecimentos. Buscar melhorias e novidades é sempre positivo, mas tchê, vamos voltar essa energia para o fundamental....

Eu defendo a simples tese, primeiro adquira plantas e mais plantas, tanto por compra ou por yamadori e, só beeeeeeem depois, comece a investir em mais ferramentas, adubos encrementados e vasos. A fim de constar nos anais do processo, plantas provenientes de yamadori, devem ser plantadas na areia, para desenvolver novamente as raízes de alimentação.

Só pra concluir, ao iniciar à treinar as plantas, use bacias plásticas ou caixas de madeira, não há necessidade de obter vasos bons para uma planta que não está perto do desejado. Nessa questão ainda, a planta só tem sentido real de ir para um vaso quando, for fotografada para um concurso, ir para uma exposição ou quando a planta estiver estruturalmente(galhos, ápice e grossura do tronco) pronta.

 

Saludos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Recompensa dos mediocres

  Um dos fatores que vejo para a tão pouca evolução do bonsai no bréziu é da tal humildade extrema, humildade faz bem e quem não é por natureza deveria ser por esperteza, maaaaaaaaaas concentrada em grande quantidade é perigosa. De certo modo, isso contribui para um nivelamento...por baixo do bonsai, o nosso povo possui já o paradigma de se "acha" pior e os mais coitadinhos em tudo, e isso é tão intenso que acabam ficando assim mesmo, no rodapé! Todos achando bonitas plantas dos amigos(mesmo não sendo) para agradar e logo em seguida, expor suas próprias e esperar o mesmo afago, mas ai que entra o excesso de humildade que nesse ponto se torna irmã gêmea da mediocridade, o cidadão pensa que pra ele aqui ali está bom e se mantêm nisso, sem demonstrar interesse por evoluir(que alias, é o nosso maior motivo aqui na Terra). 
O extremo cuidado em não se indispor, a falta imensa de senso crítico e a incrível falta de conhecimento fazem com que as pessoas permaneçam no mesmo patamar e quase que dão passos para trás.
  Então temos aqui, exposições com planta ruins em vasos ruins, demonstradores ruins, porque? Pois já estão todos tão acostumados a um monte de porcaria que vêem na internet, que ver ao vivo não os choca e mais uma vez, damos o "prêmio" para os medíocres, que tem sua glória e massagem ao ego obtidas, ao expor suas plantas ruins e ao realizar demonstrações pífias...isso sem mencionar os falsos gurus que só levam os outros abraçados para o retrocesso.
A crítica sincera é benéfica e sempre vem bem, mas a maldosa só machuca e desmotiva. Dialoguem mais com seus amigos e com pessoas com mais experiência
  Quem quiser "se apresentar" que faça por merecer, quem quiser ter bonsai como hobby, alegria particular e ter em casa, ótimo, ótimo não, melhor ainda!

Saludos!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Segunda Reunião, é nóis que tá, manooo!

Nesse ultimo sábado, dia 31/07, foi realizada em Novo Hamburgo a segunda reunião da associação de bonsai, que engloba bonsaistas do Vale dos Sinos. Mesmo com uma chuva bem desgraçada , o que afetou a ida de alguns amigos, fiquei imensamente contente em ver que não só eu, como os outros amigos não se desanimaram com o passar de mais de um mês de intervalo da reunião, isso mostra o intenso interesse mutuo na ascensão do objetivo!

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Iniciamos a tarde com inúmeros palpites sobre as plantas dos colegas e foram feitos também, alguns trabalhos em pré-bonsai, mudas e bonsai. Foi muito bacana a interação dos amigos nos trabalhos que eram feitos, isso mostra a bonita interação entre os amigos e a receptiidade em aceitar sugestões. No meio da tarde, nos focamos em debater em grupo, sobre a formalização e tudo que a cerca. De fato, é um pouco mais complicado do que imaginávamos, ou pelo menos do que eu imaginava, pois envolve contratação de um contador, impostos ao Fisco e blábláblá. Maaaaaaaaaaãããns, com o auxilio de nosso novo colega e amigo, Eduardo Ignácio, vulgo Pedro de Lara, que além de ser “adevogado”, já ter participado anteriormente da criação de uma associação de funcionários, nos colocou a parte de vários aspectos legais, atalhos e demais funcionamentos.

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Foi debatido também as denominações da associação e suas finalidades, tais como intermediar compras,vendas e suas finalidades. Com o senso e aprovação de todos, optamos por manter por enquanto nossa associação na “informalidade”, para ir aos poucos aparando as arestas. Mesmo com isso, foram feitas assinaturas dos presentes na ata e atualizada a lista de contatos. Foi montada uma pequena comissão para estudar e reformular o estatuto, que será lido e apresentado ao grupo no próximo encontro, para aprovação do grupo.
Logo após, foi feita uma eleição para ver quem seriam os membros da diretoria temporária, houve duas chapas, as quais nas duas o amigo e anfitrião Jaime era o presidente, foi aclamado por todos instantaneamente como presidente, a questão em aberto era só os outros membros da diretoria, ou seja, era Jaime na cabeça! O pessoal ficou se fresquiando pra se candidatar a integrar a chapa, então me inscrevi como vice, logo depois o pessoal perdeu a timidez e abriram uma outra chapa rsrsrs
A chapa 1 ganhou com diferença de 6 votos, a qual é integrada por Jaime(presidente) Guilherme(vice) Eduardo(secretário) Tatiane (tesoureira).

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Para concluir, foi outra tarde muita agradável, estar na companhia de pessoas amigas com compartilhando um ideal, é sempre muito revigorante! Agradeço a todos que lá estiveram e faço votos que os ausentes, que por decorrência de algum motivo não puderam se fazer presentes, que no próximo se juntem a nós.
...outra coisa rapidinha, o café oferecido dessa vez estava melhor, mas quem é que toma cafézinho naqueles micro copinhos?! Função agora da diretoria é providenciar copos estilo jarás para bebericar café! :D:D
Dessa vez irei poupar-los dos comentários infames...rsrsrs
Saludos!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Entrevista com Walter Pall

Quase me mijei nas calças quando recebi a resposta do email com as perguntas respondidas, fiquei muito feliz em saber que mesmo diante de uma vida corrida, um bonsaista desse gabarito, ainda teve tempo para me daratenção. Walter Pall é um bonsaista que despensa apresentações, vem fazendo um trabalho diferenciado na Europa, mostrando ao mundo novos conceitos e visões sobre o bonsai. Bueno, vamos as perguntas!

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Sr. Pall, é uma pergunta bem trivial e curiosa para nós, me desculpe se parece tola mas, conte-nos um pouco de sua história no bonsai. Seu inicio foi difícil e você teve quem lhe indicasse o caminho correto?
Pall: No início dos anos 80, não havia professores na Europa. Eu fui um dos pioneiros que foram para as montanhas para conseguir material e os viveiros. Eu sou totalmente autodidata e nunca tive um workshop na minha vida para me guiar. Enfim, foi muito difícil e demorou 30 anos. Hoje, esse trajeto deve levar cinco anos para um novato para chegar lá.

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Ainda possui suas primeiras plantas? Teria como mostrar algumas fotos?
Pall: Não, eu não tenho mais as minhas primeiras árvores . Não é sempre admitido, mas a maioria dos bonsai novos morrem. E também a qualidade não é absolutamente suficiente para meus padrões atuais. Eu mudei o meu "melhor" 'bonsai pelo menos quatro vezes. O que era bom em 1990 hoje considerado é obsoleto.

Conte-nos um pouco sobre o espaço que você mantém suas plantas.
Pall: Eu tenho cerca de 1000 árvores no meu jardim. A abundância de imagens estão na minha galeria http://walter-pall.de/emy_garden.jpg.dir/index.html

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Sua bandeira do naturalistic tem agradado muitas pessoas e ajudado numa visão diferente em plantas nativas de várias localidades e auxiliado a “fugir” da utilização total das regras tradicionais japonesas, mas até que ponto isso é válido? Crê que o ideal seria uma mistura harmônica das duas escolas?
Pall: É uma mistura de ambas as escolas, de fato. Se fosse realmente um bonsai natural seria chamado de "Natural Bonsai Style '. Mas ele é chamado de "Naturalistc Bonsai Style' porque só aparece natural.

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Você poderia dizer quais características são mais visíveis para identificar num bonsai um naturalistic bem executado?
Pall: Se as pessoas pensam que a árvore foi encontrada assim na natureza. Você não vê as marcas dos homens. Você não vê que a forma é feita pelo homem. Você acredita que a natureza fez tudo isso.


Sr. Pall, eu gostaria de saber se você acha que o naturalistic se enquadra em uma nova escola ou uma linha de pensamento, um estilo próprio?
Pall: Creio que existem vários estilos que estão presentes em paralelo: clássica japonesa, penjing, japonês moderno, moderno estilo ocidental clássica, o estilo naturalista, estilo escultural, estilo Bunjun etc. Eu tenho que salientar que, em algumas situações uso várias visões diferentes. Nem todos os meus bonsai são naturalistas.

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Ainda na questão do naturalistic, muitas pessoas, principalmente aqui no Brasil, tem uma visão distorcida dessa escola, pensando ser menos trabalhoso aplicar-la do que as normas comuns, o que você acha disso?
Pall: É claramente mais difícil criar um bom bonsai naturalista do que um clássico.

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Você é conhecido por sua sinceridade e objetividade, eu particularmente aprecio isso, mas há pessoas que não encaram isso muito bem, isso afeta de alguma forma seu relacionamento com elas?
Pall: Na minha cultura um homem tem que dizer o que pensa. A diplomacia é uma forma de mentir. Ser honesto é mais do que importante do ser popular.


Como um grande coletor de plantas, você prioriza quais características para coletar-las?
Pall: Só faço a coleta se eu estiver de acordo com o grande potencial da planta. Levei 30 anos para ver claramente o potencial em uma fração de segundo

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Para termos uma idéia, qual a média de tempo que você leva para dar uma forma em um bonsai coletado?
Pall: Cinco a dez anos de trabalho bem feito em uma árvore pode ser bom o suficiente para mostrar, mas com algumas árvores é preciso de vinte anos.

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Você também utiliza de misho e plantas compradas?
Pall: Eu não uso o metodo de misho, às vezes eu compro algumas plantas e muitas vezes as troco.

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Sabemos que é muito variável o composto do substrato e dos adubos usados, se puder, poderia contar como compõe esses dois?
Pall: Qualquer substrato moderno é bom, podes fazer o solo de várias formas: dividir lava-pomes, zeolito, barro cozido, pedras de isopor e similares.
Fertilizantes: Tudo o que está à venda nos centros de jardim de plantas normais. Química a cada duas semanas durante o período de vegetação e duas vezes por ano, orgânica, principalmente esterco de galinha.

Como você vê a relação interpessoal entre os bonsaistas europeus?
Pall: O meu relacionamento é bom.

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Seus workshops são famosos pelo mundo todo, por sua qualidade e meticulosidade dos trabalhos e seu reconhecimento como bonsaista é magistral , isso as vezes o deixa surpreso?
Pall: Bem, às vezes sou surpreendido por minha reputação. Eu não faço as coisas para a minha reputação. Eu tento fazer as coisas direito e a reputação é uma conseqüência secundária.

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Em alguns artigos seus, vejo que tens inovado em questões de plantas, técnicas e materiais usadas para o cultivo e tratamento do bonsai, como tem sido essas experimentações ?
Pall: Desde trinta anos que eu estou tentando encontrar coisas novas e novos métodos de bonsai. A conseqüência é que eu encontrei algumas coisas úteis.

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Você visitou o Brasil em 2008, o que achou do trabalho que tem sido feito aqui?
Pall: Fiquei muito satisfeito com o entusiasmo. Foi interessante ver que a maioria das pessoas trabalham com as árvores muito pequenas. Esta seria uma minoria em outras partes do mundo. Eu achava não encontraria bonsai tradicional no Brasil, pensava que tivessem um modo revolucionário de se fazer bonsai.

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Para mais informações e para apreciar uma invididade de fotos sobre o trabalho de Mr. Pall, visite http://walter-pall.de/ !
Saludos!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Feitooooooo, ABVS começa a criar vida!!

Buenas, tigrada, finalmente saiu a primeira reunião da associação de bonsai do Vale dos Sinos, nasceu como se fosse um filho de uma gravidez de 10 meses, demorou mas saiu. Fiquei muito contente em saber que, o sonho não era antigo apenas para mim, mas também para o Jaime Porhen (proprietário da Ideal Bonsai) anfitrião do encontro, que confessou que também era um projeto que há muito já esperava para realizar. O encontro foi realizado dia 26/06 e o próximo será dia 31/07.

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Foi uma tarde agradabilíssima, aonde foram mais de 20 pessoas (pá começo de conversa ta justo) de inúmeras cidades da região. Primeiramente, foi colocado em pauta que Jaime, iria ceder sua casa para local dos encontros, o que é uma gigantesca mão na roda, tendo em vista que é dificílimo encontrar um local amplo e em que possamos fazer sujeira rsrsrs, logo após, houve um debate sobre a freqüência dos encontros e a principio, a idéia é de um encontro mensal, sempre no último sábado do mês, mas futuramente irá ser de dois encontros mensais.

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Houve um debate aberto, aonde foram expostas as finalidades de criar um “clube” de bonsaistas e os benefícios para todos com esse convívio, todos se agradaram muito da idéia e se mostraram entusiasmados com o desenvolvimento do grupo, afim de aprender, compartilhar técnicas do bonsai mas, também fazer novas amizades. Os participantes puderam expor suas opiniões e fazer as perguntas para o debate em grupo e tirar suas dúvidas do possível funcionamento do associação. Contamos com a participação do Luis Macedo, que é presidente da Bonsai Sul há uns 300 anos, e ele gentilmente nos expôs algumas boas idéias para nos guiar no nosso trajeto. Foram feitos cadastros dos participantes e também foi criada uma ata com as assinaturas dos presentes, para futuros fins de registro.

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Aproveitamos para conhecer o viveiro do Jaime e do Cristiano, que por sinal, bem organizado e com espécies variadas, alguns ainda fizeram algumas comprinhas e aproveitaram os bons preços. Como o vício de adquirir plantas não dá descanso, fui informado pelo Edmilson que, havia uma figueira próxima ao local do encontro, não pensei duas vezes e fui fazer a coleta, quando voltei com a planta(uma fícus guaranítica) Edmilson me falou que não era a qual tinha me falando, então por “livre” pressão e coação, Ed, eu e o Giba fomos atrás da figueira, estávamos a bordo da potente e possante nova maquina automotiva do Ed, uma camionete S10, que está se mostrando a melhor amiga nas horas de yamadori e muito eficiente na velocidade na hora do Correndodori, no percurso coletamos 3 plantas dentro do valão (esgoto a céu aberto paralelo as avenidas centrais) de Novo Hamburgo, e seriam 4 se estivéssemos equipados com ferramentas mais potentes rsrsrs

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Alguns colegas levaram plantas que foram trabalhadas no local com o auxilio de inúmeros pitacos.

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Agora, todos nós esperamos ansiosamente pelo próximo encontro, para fazer a formalização do grupo para “clube ou associação”, para registro de sócios fundadores e também é claro, rever os amigos e esperamos com muita fé que, o número de participantes aumente e que amigos que se fizeram ausentes nesse primeiro encontro, possam ir no próximo. Gostaria ainda de agradecer a imensa gentileza do Jaime e de sua cria, Cristiano (Xuruca) por terem tido paciência de receber o pessoal, são pessoas boas e de facil trato, coisas essenciais no bonsai ....Só fica uma pergunta no ar, quem será que limpou a sujeira?!

Saludos!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Bonsai na Argentina


OBS:esse texto foi desenvolvido por Marita e Sergio para uma publicação espanhola, com a devida autorização, traduzi e estou postando aqui.


Apreciei muito esse texto e acho interessante para nós, brasileiros, conhecermos um pouco mais da cultura do bonsai dos hermanos. Temos em comum, a proximidade dos dois países, a interação de muitos bonsaistas, espécies disponiveis similares e alem disso, a paixão pela arte.
A rivalidade história entre brasileiros e argentinos fica de lado quando a questão é manter e fazer amizades entre bonsaistas e também no intercâmbio de informações. O crescimento no bonsai na América Latina esta numa forma de evolução crescente e forte, juntos, podemos dizer que abaixo da linha do Equador, além de não existir pecado, também existe bonsai de qualidade!
           Bueno, vamos ao texto...
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  Embora não existam registros documentados, podemos supor que a arte do bonsai chegou à Argentina através da imigração japonesa mas, a primeira bonsaista argentina foi Marcelina Kuttnig Serrota, uma lenda no mundo do bonsai. Ela nasceu em 1911, era uma professora, lecionava letras, até que em 1933 descobriu o bonsai e, posteriormente, dedicou sua vida a esta arte e divulgação. A obra de Marcelina é uma conseqüência dos ensinamentos de seu Sensei, Dr. Katsusaburo Miyamoto, um veterinário japonês que conseguiu revitalizar o histórico “Pino de San Lorenzo”. Bonsai na Argentina cresceu aos trancos e barrancos nos últimos anos. Mesmo com dificuldades na obtenção de literatura adequada e os elementos essenciais para a prática desta arte, grupo de seguidores do bonsai cresceu e hoje existem pessoas que se dedicam a essa cultura nas partes mais remotas do país.

Histórico bonsai na Argentina
Toshio Chinen, Hirata San: para todos os argentinos é de longe o maior produtor de bonsai na Argentina. Nascido na cidade de Ozato, na ilha de Okinawa, em 10 de outubro de 1929. Ele para a Argentina em 1963 e em 1964 realizou sua primeira exposição no Nikkei. Muitos bonsaistas argentinos começaram suas atividade impulsionados pela admiração por suas árvores. Seu trabalho pode ter uma visão diferente da vida, entender que podemos ser felizes, mesmo com as coisas mais simples.

Marita Gurruchaga: começou a trilhar o caminho de bonsai como hobby, mas rapidamente percebeu que a prática desta arte é um modo de vida que leva à descoberta de novos aspectos da natureza.
Desenvolveu um intenso trabalho de profesora e participa em várias conferências no país e no exterior, é talvez uma dos principais treinadores da nova geração de bonsai argentino. É parte de várias associações Bonsai. Sua obra "Bonsai Workshop" Editorial Bienvenidas, nos anos de 98,99 e 2000, viajou por toda a América Latina.

Hideo Sugimoto: nascido no Japão, tem 24 anos de magistério, na Argentina, no Jardim Japonês de Buenos Aires, no Jardim Botânico da Faculdade de Agronomia e no Sugi Studio. Treinado no Japão por seu avô e seu pai, foi um assistente durante dois anos do Dr. Katsusaburo Miyamoto, com quem aprendeu a paixão pelas árvores. Juntamente com o Engenheiro Yasuo Inomata realizam o trabalho do Jardim Japonês de Palermo.

Hsiao-Feng Wu e Tseng Tsun John (Patricia): começaram a cultivar bonsai desde que eram crianças, tendo seus pais como professores. Eles foram para a Argentina como turistas, em 1983 e depois de visitar o país tomaram a decisão de ficar. Além de uma grande coleção privada, tem um viveiro de bonsai.
Durante muitos anos, a atividade permaneceu dormente até 2003, quando o bonsai argentino começou a trilhar o caminho para bonsai moderno. A partir deste ano, foram a Argentina: Masaiko Kimura, Takeo Kawabe, Pedro Morales, Kunio Kobayashi, Walter Pall, Carlos Tramujas Eduardo Bettega Canet e Rock Júnior, entre outros artistas. Cada uma dessas visitas, permitiram a abordagem de novas técnicas e normas estéticas atuais.

A nova geração de bonsai
Uma nova geração de bonsaistas avança com uma força avassaladora, jovens e estudiosos que contam com a experiência de quem aprendeu "matando as plantas ", pois não tínhamos referências para consulta. Aliás, agora também com a tecnologia, que permite que em um clique, manter contato com os grandes mestres.
Desde 2003, o Centro Cultural Argentino del Bonsai, organiza o concurso “novos talentos” no centro de bonsai Matsuri.
O primeiro concurso foi vencido por Sebastian Ferlini, um jovem artista da cidade de Rosario. Eduardo Cujo, também de Rosário, levou o primeiro prêmio no segundo concurso. O que é notável é que, a cidade onde os primeiros vencedores são da base do bonsai na Argentina. No ano seguinte foi José Cardozo. Sergio Luciani venceu a terceira edição, Juan José Gabriel Pajón e Brenig nos próximos dois anos.

Jovens Professores
Eduardo Cujó e Sebastian Ferlini regem suas próprias escolas de Bonsai na cidade de Rosario.
Sergio Luciani ministra cursos na Bonsai Studio- viveiro de Marita, que foi sua professora, Sergio é aluno da Escola Europeia de Bonsai dirigido por Salvatore Liporace, demonstrador internacional e lidera o grupo da Escola de Bonsai Shin na cidade de Córdoba.
Argentina, além de ser um membro fundador da FELAB, o comprimento e a largura de seu território, tem um grande grupo de bonsai entre os quais estão: Pablo Filgueira, Joseph Tocci, Capellades Francisco Javier Maure, Alejandro Fernandez, Alejandro Sartori e Marta Capelli.

Bonsai puntoar
Na primavera de 2007, nasceu Bonsai puntoar, uma revista fundada por Marita Gurruchaga e Sergio Luciani, essa publicação aborda a realidade das espécies com as quais trabalhamos. Foi muito bem recebida e rapidamente se espalhou por todos os países da América Latina, e ainda recebe contribuições de artistas locais.

Mesmo, o povo gaúcho tendo muita semelhança com o povo argentino, divergimos em apenas uma coisa...
                          Pelé es mucho mejor que Maradona!
pele-em-entrevista-a-reuters-1269394466806_300x300                                          entende?!

Saludos!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Verdade inconveniente

Quem tiver saco de ler isso, agradeço!

Muitos falam de filosofia do bonsai e o que ela trás para a nossa vida e tal, na teoria é muito bonito, se envolver com bonsai e a filosofia Zen, mas isso é muito pouco praticado pra não falar que NÃO é praticado! Até pouco tempo atrás, ainda tinha essa "esperança" de querer acreditar que a filosofia oriental do bonsai e a mística que a envolve pudesse de fato, amenizar ou melhorar certas circunstancias, que vemos no cotidiano mas, não o faz.  As vezes, achamos que é só aqui que acontece rivalidades e golpes baixos, mas não é só aqui. No mundo todo é assim, é o famoso "campeonato mundial de seres humanos"! Mesmo você não querendo participar ativamente, você participa passivamente. Na Europa é assim, nas Américas é assim, na Oceania é assim e até nos países da Ásia é assim, ou você acha que os bonsaistas japoneses morrem de amores uns pelos outros e aplicam ao pé da letra a tal filosofia generosa do bonsai?! Jamé!
Não é por que uma pessoa faz bonsai que ela é necessariamente "do bem", o bonsai não purifica a alma e a eleva à um plano superior de evolução, pois o ser humano não se encaixa a um universo estranho à sua rotina apenas por ser uma linha de pensamento da arte bonsai...o certo seria mas, não é assim na prática! Somente está no caminho do bem quem faz o bem. Ninguem se transforma para fazer parte de alguma coisa, nem pra bem nem pra mal, apenas continua sendo o que ela é. O instinto humano e os costumes são predominantes sempre, o que pode acontecer é de que a pessoa veja novos horizontes a intermédio do bonsai e faça uma reflexão, solamente assim é viável vislumbrar alguma possível melhora. Tu pode comprar a idéia e trazer alguns ensinamentos para a tua vida, mas isso como fato isolado, não irá lhe dar uma mudança de 180 graus!
Picuinhas, inveja, "trampulinagens", não estão alheios ao bonsai e nem a qualquer outra espécie de grupo de praticantes de atividades de qualquer natureza. O que acontece é que, apenas a pessoa transmite para relação inter-pessoal no universo do bonsai, o seu jeito natural de lidar com as situações no cotidiano. Há de fato, pessoas muito bondosas no bonsai, com espírito nobre de querer ajudar os outros e também há as pessoas desagradáveis (e muitas outras variantes).  É triste? É sim, porém como diria Nelson Rodrigues "é a vida como ela é!" .
Não se iludam com palavras, chavões e discursos falando da nobreza puritana da arte e da filosofia, que quem mexe com bonsai é um ser diferenciado e blá blá blá, não é nada disso!
Coisas que teoricamente andam aliadas ao bonsai, são de fatos grandes virtudes, mas irei frisar novamente, só fazer e não compreender não adianta! São valores que teríamos que ter e que o “bonsai” nos faz lembrar, cabe a quem julgar conveniente, adotar-lo. Lembrando que, se tratando o bonsai como arte, propriamente dita, envolve questões de auto-estima e ego, e cutucar-los é pode ser algo desastroso, a vaidade do ser humano é um terreno pantanoso, muito perigoso e que se tem que andar com cautela.
Para concluir, em qualquer atividade, em qualquer parte do mundo, sempre existirá pessoas boas que irão lhe estender a mão pessoas ruins que só esperam oportunidade de lhe dar uma rasteira. Fico contente em ter encontrado muitas pessoas boas que me ensinaram e que à mim dedicam amizade e certamente isso é recíproco. Faça bonsai e viva bonsai, não deixe que a relação com certas pessoas o desmotive! Faça bonsai pra você!

Saludos!